Ratinho é condenado
A Justiça do Amazonas acaba de desmascarar uma trama que envolve até um famoso apresentador de televi…
O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) condenou o apresentador Ratinho a indenizar um consumidor enganado. A decisão, proferida na segunda-feira, expõe a responsabilidade de quem empresta sua imagem para negócios duvidosos. Ratinho era garoto-propaganda da Solução Financeira, uma empresa que prometia renegociar dívidas, mas parece ter entregado apenas dor de cabeça.
A condenação é solidária, ou seja, Ratinho, as empresas do grupo Solução Financeira e até uma emissora de TV responderão juntos pela bagunça. É um alerta claro: não basta aparecer na telinha; é preciso responsabilidade. O cidadão comum merece mais proteção contra a má-fé de quem usa a mídia para ludibriar.
O consumidor, vítima desse esquema, receberá R$ 8 mil por danos morais, um valor simbólico frente ao transtorno. Além disso, terá a restituição em dobro do que investiu: R$ 13.680 por danos materiais. Ele pagou R$ 6.840 em honorários e viu seu problema se agravar, em vez de solucionado.
Tudo começou quando o cliente, com dívidas de financiamento de motocicleta, viu a propaganda estrelada por Ratinho. O anúncio prometia uma redução de até 70% nas dívidas, uma oferta tentadora demais para ser verdade. Essa é a velha tática de atrair desesperados com promessas vazias, explorando a vulnerabilidade alheia.
Após pagar R$ 6 mil, o consumidor descobriu que a Solução Financeira era alvo de uma operação policial por estelionato. A empresa tentou se defender, alegando que o cliente rejeitou propostas. Mas o TJAM não engoliu a desculpa, reconhecendo que a publicidade criou expectativas irreais e enganosas.
A Justiça foi clara: a promessa de “redução em até 70%”, com o endosso de um apresentador como Ratinho, gerou uma expectativa falsa no consumidor. O TJAM ressaltou que, mesmo com letras miúdas, a força da propaganda é incontestável. E Ratinho? Preferiu o silêncio. Um silêncio que, para muitos, vale como confissão.