A poderosa arma do regime iraniano
A ameaça iraniana no Estreito de Ormuz deixou de ser um blefe e agora a conta…
Durante anos, o fechamento do *Estreito de Ormuz* foi a carta na manga do regime do Irã. Uma ameaça velada, sim, mas ninguém realmente sabia se eles teriam a *ousadia* de concretizá-la. Após ataques conjuntos de EUA e Israel, que visavam decapitar a liderança e destruir sua capacidade bélica, o Irã não viu outra saída senão testar o impensável.
O que era apenas uma hipótese militar tornou-se realidade, e de forma surpreendentemente fácil. Não precisaram de confrontos diretos. Bastou atacar alguns petroleiros e simular minas, fazendo os prêmios de seguro explodirem. As companhias se recusaram a trafegar, paralisando o fluxo. É a lógica do crime: a ameaça basta.
A operação que começou com o objetivo de derrubar o regime e neutralizar a capacidade nuclear do Irã se desvirtuou. Rapidamente, o foco principal migrou para a *liberação do Estreito de Ormuz*. Uma guinada inesperada, mostrando a fragilidade de planos ambiciosos.
Prova disso é que, apesar da retórica forte, o cessar-fogo e as negociações com o Irã começam baseadas em dez pontos *exigidos* por Teerã. Muitos desses pontos são, para dizer o mínimo, inaceitáveis. O regime descobriu uma arma tão poderosa quanto um arsenal nuclear.
O presidente Trump agora está encurralado. Parou os bombardeios pela reabertura do estreito. Duas semanas se passaram, e ele tem escolhas terríveis: negociar indefinidamente, dando tempo ao Irã, ou escalar a guerra, atingindo alvos civis e bagunçando o mercado do petróleo.
Minha torcida, claro, é pela queda desse regime assassino e desestabilizador. Contudo, é forçoso reconhecer que, enquanto o mundo depender do petróleo que cruza o *Estreito de Ormuz*, o regime iraniano usará essa arma sem escrúpulos e sem hesitar.