Morre ex-procurador-geral condenado a mais de 200 anos por crime abominável
A morte de um ex-procurador condenado por pedofilia reabre feridas e levanta questões sobre a justi…
O falecimento de Luciano Queiroz, ex-procurador-geral do estado de Roraima, em Boa Vista, não pode apagar a mancha de um passado criminoso. Sua morte apenas reacende a memória de um dos escândalos mais chocantes do país, envolvendo crimes hediondos que revoltaram a consciência nacional e expuseram falhas no sistema.
Em 2008, a Operação Arcanjo da Polícia Federal o prendeu, desvendando um esquema abominável de pedofilia e prostituição infantil. Queiroz não era apenas um participante; ele era um homem público que traiu a confiança da sociedade, tornando-se protagonista de uma trama de exploração infantil e tráfico de drogas.
A condenação veio em 2009: 202 anos de prisão por estupro de crianças e adolescentes. Um número que choca, mas que talvez nem represente a gravidade de seus atos contra os mais vulneráveis. O caso virou manchete nacional e foi parar na CPI da Pedofilia — um atestado da dimensão da barbárie cometida.
Sua trajetória na prisão teve idas e vindas que desafiam a lógica. Em março de 2023, Luciano Queiroz conseguiu prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Mas a impunidade, muitas vezes, parece seduzir. Em apenas cinco dias, ele rompeu o equipamento e fugiu, zombando da Justiça e da segurança pública.
A fuga, contudo, durou pouco. Agentes da Divisão de Captura o encontraram, e a tesoura ao lado da tornozeleira rompida era a prova de sua audácia. A Justiça, então, revogou o benefício, e ele retornou ao regime fechado, mostrando que a lei, por vezes, precisa ser dura para ser respeitada.
Recentemente, em novembro de 2024, Queiroz havia progredido para o semiaberto, um benefício que sempre gera debate em casos de tamanha gravidade. Sua morte, agora, fecha um capítulo, mas a memória de seus crimes e as falhas do sistema judiciário permanecem como um alerta à nação.