O penduricalho e o artigo que nenhum magistrado beneficiário dessa indecência teve a coragem de escrever

A magistratura brasileira perdeu tudo de repent…
Imagine ganhar bem e, do dia para noite, perder 30% da renda. O STF fez exatamente isso com os juízes há três meses atrás.
As despesas sempre se ajustam ao salário disponível. Quem ganha R$ 100 mil gasta R$ 100 mil. Cortar 30% é doloroso e real para qualquer um.
Magistrados reclamam porque o corte machuca mesmo. Mas comparar com quem ganha R$ 10 mil revela a tremenda desigualdade que impera no Brasil, não fraqueza deles.
Um juiz não consegue viver com R$ 70 mil quando suas despesas foram estruturadas para R$ 100 mil. O cilindro contraiu, e dói. A população ganha salário mínimo.
Vários magistrados tentam justificar privilégios falando em “importância” do trabalho. Em país onde renda média é dois salários mínimos, isso soa como escárnio descarado.
O STF reconheceu que a elite do funcionalismo perpetua desigualdade vergonhosa. Ninguém admitirá isso em artigos nos jornais, mas é a verdade nua e crua.
“Queremos ganhar como a elite”, diriam se fossem honestos. E ganham: ministros recebem R$ 600 mil anuais. Isso reproduz concentração de renda que destrói o país.


