Escala 6×1 avança no Congresso…
Uma nova investida contra a produtividade se desenha no Congre…
A Câmara dos Deputados, sob comando de Hugo Motta (Republicanos-PB), avança com uma PEC polêmica. Ela visa extinguir a escala de trabalho 6×1, garantindo dois dias de descanso semanal.
O deputado Leo Prates (Republicanos-BA) será o relator dessa Proposta de Emenda à Constituição. Já a comissão especial ficará nas mãos de Alencar Santana (PT-SP), figura da esquerda.
A Batalha da Jornada
A proposta, já aprovada na CCJ, entra agora em fase decisiva. O mérito da PEC será debatido em ao menos dez sessões, definindo os impactos práticos da mudança.
Hugo Motta quer levar a PEC ao plenário até o fim de maio. Ele busca antecipar um Projeto de Lei do governo, que também reduz a jornada para 40 horas.
O Governo Federal, esperto, enviou seu PL em regime de urgência. Isso força o Congresso a analisar a matéria em até 45 dias, ou ela tranca a pauta.
A estratégia do Executivo é clara: acelerar a mudança antes das eleições. Uma PEC, sabemos, tem tramitação muito mais longa e complexa que um simples PL.
O Alerta Econômico
Contudo, a possível extinção da escala 6×1 não agrada a todos. Setores cruciais como comércio e alimentação já demonstram grande apreensão com a medida.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima um impacto brutal na economia. As perdas podem chegar a impressionantes R$ 77 bilhões, um custo altíssimo.
Essa divergência expõe o abismo entre defensores da proposta e os setores produtivos. Enquanto uns buscam “direitos”, outros alertam para a perda de empregos e riqueza.
O Brasil precisa de crescimento, não de mais entraves. É fundamental que nossos parlamentares pensem no futuro do país, e não apenas em agendas ideológicas passageiras.