Uma questão de reputação
O que o STF realmente esconde por trás da culpa nas redes socia…
O STF afaga o próprio ego, culpando as redes sociais pela sua baixa estima. Mas a perseguição à liberdade de expressão nessas plataformas é um erro grave, que revela um problema maior, e não o oposto.
A verdade é que o STF se engana. O verdadeiro problema não é o “caos” das redes. É a reputação e a confiança da instituição, dilapidadas por uma configuração que age como “filho pródigo”.
O Legado Perdido da Corte
Antigos ministros como Carlos Thompson Flores, João Leitão de Abreu, José Néri da Silveira, Paulo Brossard e Eros Grau mostravam notável saber jurídico e reputação ilibada.
Eles não eram falastrões, nem buscavam holofotes ou fortuna. Não se viam como “os supremos” ou “poder moderador”, mas como servidores da Constituição, sem ativismo político explícito.
Ativismo e a Erosão do Respeito
Esses ministros viajavam em voos comerciais, sem seguranças. Eram vistos em locais públicos, como pessoas comuns. Não eram “deuses”, mas seres humanos, inspirando respeito pela humildade, não pelo medo.
O ativismo judicial prosperou com a Constituição de 1988 e um Congresso fraco. Mas isso não justifica que o Supremo precise inspirar medo para obter um respeito que deveria ser natural.