Depois de 132 anos sem rejeitar indicados ao STF, chegou a hora dos senadores honrarem as calças que vestem ou ficarão nus nas eleições

Jorge Meirelles
Jorge Meirelles 28 de abril de 2026
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Depois de 132 anos sem rejeitar indicados ao STF, chegou a hora dos senadores honrarem as calças que vestem ou ficarão nus nas eleições
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A sabatina de Bessias no Senado Federal pode mudar o rumo da históri…

Nesta terça, o Senado tem uma chance de ouro para reafirmar sua independência após 132 anos. A sabatina de Jorge Rodrigo Araújo Messias, o popular Bessias, para o Supremo Tribunal Federal, é um teste de fogo para a casa.

As exigências são claras: ser brasileiro, entre 35 e 70 anos, reputação ilibada e notável saber jurídico. O problema? Bessias carrega sérias dúvidas sobre sua reputação e, francamente, a falta de convicção em seu notável saber jurídico é escancarada.

História e Dever Cívico

Desde 1894, nenhum nome indicado para o STF foi rejeitado pelo Senado. Naquele ano, sob Marechal Floriano Peixoto, cinco indicações foram barradas. Um tabu de 132 anos que o povo brasileiro espera ver quebrado agora.

As rejeições passadas ocorreram por falta de “notório saber” na área jurídica. Hoje, o critério é “notável saber jurídico”, ainda mais rigoroso. Vale lembrar: mais juristas recusaram o posto do que foram rejeitados, como Sobral Pinto.

O Futuro do Supremo em Jogo

A sociedade brasileira não quer Jorge Messias no STF. O Senado tem a obrigação moral de rejeitar este nome e devolver a dignidade a uma instituição que, hoje, está combalida e desrespeitada por muitos de seus próprios membros.

Será que o Senado Federal terá a hombridade de ouvir a voz do povo? Ou seguirá a linha de seu presidente, Davi Alcolumbre? As próximas eleições estão logo ali, senadores. Pensem bem!

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