Milicianos e contrabandistas usam decisão de Moraes para anular investigações e saírem ilesos
Uma decisão polêmica de Moraes pode agora blindar crimino…
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, impôs novas regras sobre o COAF. Essa liminar já virou arma para defesas de acusados em crimes graves, como milícia e contrabando.
A partir de 27 de março de 2026, Moraes exigiu RIFs apenas após inquérito formal. Proibiu a “pesca probatória”, investigações sem um fato específico que as justifique.
### A Decisão e Seus Fantasmas
A decisão é conveniente para Moraes. Surge após a CPI do Crime Organizado apontar transferências ao escritório de sua esposa. Um detalhe que não pode ser ignorado.
Advogados rapidamente usam a liminar para invalidar operações da PF e soltar réus. Casos como a “El Patrón” na Bahia e “Migalhas” no Paraná já mostram os efeitos.
### Casos Reais e a Impunidade
Em Fortaleza, a defesa de Luis Felipe Galvis Ramirez, do esquema “Tigrinho”, usa a decisão. O RIF contra ele veio antes do inquérito. Ele busca a soltura.
Policiais acusados de milícia na Bahia, como Thiago Almeida Santos, também pedem liberdade. Argumentam que a coleta de provas do COAF foi uma “pesca probatória” ilegal.