Lula passa a perna nos petistas gaúchos e impõe neta de Brizola como candidata
A rebelião no PT gaúcho pode implodir a estratégi…
O comando nacional do PT, sob a batuta de Lula, está enfrentando uma resistência forte no Rio Grande do Sul. Lideranças locais do partido recusam a aliança com o PDT, que indicaria Juliana Brizola ao governo estadual. Uma verdadeira queda de braço se desenha nos bastidores.
Mesmo com o pedido expresso de Lula e a determinação do diretório nacional, petistas históricos do PT-RS não abrem mão da candidatura própria. Eles veem isso como uma questão de princípio e de autonomia, não se curvando às imposições de Brasília.
O grupo rebelde é liderado por figuras carimbadas como os ex-governadores e ex-ministros Olívio Dutra e Tarso Genro. Eles defendem com unhas e dentes que Edegar Pretto, ex-presidente da Conab, mantenha sua pré-candidatura, que já tem o apoio unânime do diretório gaúcho.
A direção nacional do PT chegou a enviar uma carta formal aos petistas gaúchos, reforçando o compromisso com Juliana Brizola. Mas Edegar Pretto não se intimidou. Pelo contrário, resolveu dobrar a aposta, mostrando que a briga está longe de acabar.
Em um movimento ousado, Pretto convocou o diretório estadual para uma nova reunião. Nos bastidores, o recado é cristalino: o PT do Rio Grande do Sul não pretende entregar a cabeça de chapa ao PDT, custe o que custar.
Essa atitude de Edegar Pretto é uma afronta direta a Lula e à linha política defendida pela cúpula nacional do partido. A rebelião no Sul expõe as fissuras internas e questiona a autoridade máxima do PT às vésperas de uma eleição crucial.