POLÍTICA

Estadão rompe com o sistema e em editorial pede imediata investigação de ministros do STF

Jorge Meirelles
Jorge Meirelles 07 de abril de 2026
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Estadão rompe com o sistema e em editorial pede imediata investigação de ministros do STF
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O escândalo do STF está prestes a explodir e a velha mídia finalmen…

A velha mídia, que parecia adormecida, começa a despertar. Como sempre alertamos, o dia da verdade chegaria. Nesta terça-feira, o jornal Estadão publicou um editorial contundente, ecoando um clamor popular: *“É preciso investigar os ministros do STF”*. Parece que a toga não livra ninguém de questionamentos legítimos.

É dever do procurador-geral da República, Paulo Gonet, requisitar a imediata abertura de inquérito para apurar as ligações dos ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Nunes Marques com Daniel Vorcaro e os negócios do Banco Master. Gonet deve mostrar que respeita a igualdade de todos perante a lei.

O editorial do Estadão revela fatos gravíssimos envolvendo Alexandre de Moraes. Ele e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, teriam usado jatinhos de Daniel Vorcaro diversas vezes. Mais chocante: o escritório da família Moraes recebeu R$ 129 milhões do Banco Master, valor exorbitante para os serviços alegados.

Não para por aí. Há questões patrimoniais sobre o casal Moraes que precisam de explicações urgentes. O patrimônio imobiliário dos dois triplicou desde 2017, com imóveis somando R$ 23,4 milhões, todos pagos à vista. Os rendimentos do ministro, limitados ao teto constitucional, não justificam essa evolução meteórica.

Dias Toffoli também viajou em jatinhos ligados a Vorcaro, inclusive para o resort Tayayá, do qual já foi sócio. E Nunes Marques usou a aeronave do banqueiro para ir a Maceió. Seu filho, Kevin Marques, recém-formado, recebeu milhares de reais de empresa abastecida por Vorcaro. Tudo muito conveniente.

A sociedade tem o direito inalienável de saber a verdade. Paulo Gonet não pode se omitir. Negar a investigação seria um *acobertamento inaceitável*, especialmente quando o MPF age com rigor contra cidadãos comuns, como o empresário condenado por doar R$ 500 para um ônibus no 8 de Janeiro. A lei é para todos!

Jorge Meirelles
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