POLÍTICA

Gonet não vê os 129 milhões de indícios de envolvimento de ministros no caso Master

Jorge Meirelles
Jorge Meirelles 11 de abril de 2026
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Gonet não vê os 129 milhões de indícios de envolvimento de ministros no caso Master
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A blindagem de ministros do STF em um novo escândalo financeiro acaba de ganha…
e depois o primeiro parágrafo normal.

A decisão do procurador-geral da República, Paulo Gonet, de não investigar ministros do STF no caso Banco Master é um acinte. Para o PGR, não há elementos suficientes, mas o país inteiro clama por respostas. A sensação é de que a justiça age com dois pesos e duas medidas, protegendo os poderosos.

Como ignorar que Dias Toffoli foi sócio dos irmãos em uma empresa que negociou cotas de resort com Fabiano Zettel, apontado como operador de fraudes? Essas ligações são gritantes e não podem ser varridas para debaixo do tapete, especialmente quando a credibilidade do Supremo está em xeque.

Além disso, Toffoli teve “fatos estranhos” nos negócios com seus irmãos e viajou a Lima, Peru, com advogado de um envolvido no caso Master. E Alexandre de Moraes? Sua esposa, Viviane Barci, teve um contrato de R$ 129 milhões com o banco. Pura coincidência? Duvidoso.

A justificativa do PGR Gonet é frágil e inaceitável:

“Investigação pressupõe indício de crime”.

Ora, os indícios estão aí, claros como a luz do dia, para quem quer enxergar. A inação neste caso é uma afronta à transparência e à moralidade pública.

O desgaste político e institucional no STF é profundo. Tanta pressão fez Toffoli deixar a relatoria do processo e se declarar suspeito no mandado de prisão de Vorcaro, determinado por André Mendonça. Uma medida tardia, que só demonstra a gravidade da situação.

A população brasileira não é cega. Exige-se transparência e responsabilidade de todos, especialmente daqueles que ocupam as mais altas cadeiras da justiça. O Banco Master é um lembrete doloroso de que ninguém pode estar acima da lei. A verdade virá à tona.

Jorge Meirelles
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