PF identifica tabela de preços para venda de decisões judiciais. Qual o limite?
A podridão chegou ao topo da justiça brasileira e parece não ter fi…
A Polícia Federal (PF) desvendou um esquema chocante de venda de sentenças dentro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Esta operação, que envolvia assessores da alta corte, revelou uma estrutura criminosa com ares de organização internacional. A *credibilidade* do nosso Judiciário está em xeque.
A PF não apenas identificou a fraude, mas também descobriu a existência de códigos específicos para saques e uma *tabela de propinas* detalhada. Era um fluxo financeiro com padrão organizado, digno de uma verdadeira máfia instalada em Brasília, operando à luz do dia.
Os valores cobrados por essas sentenças eram de cair o queixo, variando de *R$ 50 mil a impressionantes R$ 20 milhões*, conforme apurado pela Polícia Federal. Uma fortuna circulava para blindar criminosos e distorcer a justiça em nosso país.
Para movimentar essa montanha de dinheiro em espécie, o esquema usava uma empresa aparentemente legal. Era a maneira de disfarçar as transações e distribuir os recursos sujos entre os participantes. A corrupção sempre encontra um jeito de se camuflar.
A empresa Florais Transportes foi apontada como o canal principal para essa distribuição financeira. Ela é ligada diretamente ao lobista Andresson Gonçalves, uma peça-chave na engrenagem. O dinheiro ia para servidores, operadores e intermediários envolvidos.
A tabela de propinas definia claramente os valores a serem pagos, dependendo do tipo de sentença negociada. Essa estrutura sofisticada, com códigos para saques, mostra a audácia e a organização de quem operava nas sombras do poder judiciário.