Filhas planejaram o assassinato da mãe e o pai ajudou, conclui a polícia sobre crime ocorrido no Natal de 2025
Família desfeita por ganância: crime brutal choca o Tocantins e a justi…
A Polícia Civil do Tocantins concluiu o inquérito do brutal assassinato da empresária Deise Carmem de Oliveira Ribeiro, de 55 anos. Suas filhas, Déborah de Oliveira Ribeiro e Roberta de Oliveira Ribeiro, foram indiciadas como mandantes e executoras. O marido da vítima, José Roberto Ribeiro, também foi indiciado por participar da eliminação de provas após o crime hediondo. O corpo foi achado boiando no Rio Santa Tereza.
As investigações da 94ª Delegacia de Peixe e da 8ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado de Gurupi apontam um motivo chocante: conflitos familiares e ganância financeira. As filhas viam a própria mãe como um “obstáculo” para acessar bens. Deise Carmem foi morta com golpes de faca em dezembro de 2025, perto da Vila Quixaba, e jogada no rio.
Para tentar encobrir o crime, as suspeitas usaram o celular da vítima para enviar mensagens falsas a parentes, simulando que Deise havia desaparecido voluntariamente. Uma tática ardilosa para atrasar as buscas. O Delegado João Paulo Sousa Ribeiro foi enfático:
“A investigação demonstrou, de forma consistente, a premeditação e a atuação conjunta das investigadas, que utilizaram inclusive meios tecnológicos para tentar ocultar o crime.”
Os três indiciados estão presos preventivamente desde fevereiro de 2026, por decisão da Justiça. O inquérito policial agora segue para o Ministério Público Estadual do Tocantins. Caberá aos promotores analisar as provas e decidir se apresentam denúncia criminal, dando início à fase judicial. A sociedade espera que a justiça seja rápida e exemplar.
A defesa de Déborah, Roberta e José Roberto recebeu o relatório final com “absoluta serenidade”. Os advogados afirmam que a conclusão é apenas o início para contestar as “hipóteses levantadas”. Eles reconhecem o trabalho da polícia, mas apontam “inúmeras lacunas fundamentais” e que a narrativa policial carece de lastro probatório técnico em vários pontos.
A defesa destaca que o próprio relatório policial admite não haver elementos que liguem José Roberto à execução do homicídio ou ocultação do cadáver. Seu indiciamento restringe-se à supressão de mensagens digitais, o que, para a defesa, afasta sua participação nos crimes mais graves. A contestação detalhada será apresentada na Justiça, caso o Ministério Público ofereça denúncia.