AO VIVO: Nordeste em transformação. Pesquisa Veritá mostra colapso da vantagem de Lula em estados-chave (veja o vídeo)
A hegemonia de Lula no Nordeste está desmoronan…
Uma nova pesquisa do Instituto Veritá, divulgada em 5 de abril, revela um movimento silencioso, mas *potencialmente decisivo*, no principal reduto eleitoral de Lula: o Nordeste. Comparada a 2022, há uma queda consistente do petista e o avanço relevante da direita, representada por Flávio Bolsonaro. Não é oscilação, é mudança estrutural.
Em Alagoas, o cenário é mais disruptivo. Lula despencou 25,7 pontos, indo de 56,50% para 30,8%. Enquanto isso, Flávio Bolsonaro saltou de 36,05% para 59%! Isso não é mero desgaste; é uma inversão de hegemonia completa, mostrando que o estado virou de vez.
A sangria continua. Em Sergipe, Lula perde 12,5 pontos. No Piauí, estado outrora “lulista”, a queda é de 19,7 pontos, com a direita quase dobrando. O Maranhão é crítico: Lula perde 22 pontos e Flávio Bolsonaro sobe 19, resultando em um empate técnico. A esquerda perde terreno.
Essa dinâmica confirma vetores claros. Primeiro, a *erosão do voto automático* em Lula no Nordeste. Segundo, a transferência do capital político do bolsonarismo, mesmo sem Jair Bolsonaro, para Flávio Bolsonaro, que já empata tecnicamente com Lula em cenários nacionais. O eleitor não é bobo.
O terceiro vetor é a redução da margem decisiva. Eleições brasileiras não se vencem apenas no Sudeste. O ditado “Quem vence no Nordeste, vence no Brasil” é um lembrete cruel para a esquerda. Se a vantagem de Lula ali diminui, o jogo político *inteiro* muda.
Os dados são inegáveis: Lula não está apenas oscilando, ele perde terreno onde sempre dominou. A direita, por sua vez, não só cresce, mas ocupa espaços antes impensáveis. Se essa tendência se consolida, 2026 deixa de ser previsível e se torna um pleito genuinamente competitivo. O Nordeste não é mais garantido. E isso muda tudo.