Turma do TST que condenou Ortobom por não ter mulheres em cargo de gerência, não tem mulheres

Jorge Meirelles
Jorge Meirelles 28 de junho de 2026
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Turma do TST que condenou Ortobom por não ter mulheres em cargo de gerência, não tem mulheres
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A 3ª Turma do TST condenou sem coerên…

A 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) condenou a Ortobom ao pagamento de R$ 300 mil por danos morais coletivos por não ter mulheres em cargos de gerência em Arapongas.

A Ortobom argumentou que suas promoções seguem o mérito e que Arapongas é exceção entre suas treze fábricas. A empresa destacou que sua CEO Carolina Pires é mulher, evidenciando cultura organizacional inclusiva.

Porém, a própria 3ª Turma do TST é composta exclusivamente por magistrados homens: Mauricio José Godinho Delgado, Alberto Bastos Balazeiro (presidente) e João Pedro Silvestrin. Nenhuma mulher no colegiado.

O tribunal exige que o setor privado justifique estatisticamente a composição de seus quadros, mas não atende ao próprio critério de representatividade que impõe às empresas. A incoerência é evidente e descarada.

A diferença crucial: o presidente do TST é homem, enquanto a CEO da Ortobom é mulher. No tribunal prevalece indicação política. Na empresa, prevalece o mérito.

Por coerência, um desses magistrados deveria renunciar e dar lugar a uma mulher. Mas parece que o que predomina é justamente a incoerência e o autoritarismo judicial disfarçado.

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