Turma do TST que condenou Ortobom por não ter mulheres em cargo de gerência, não tem mulheres

A 3ª Turma do TST condenou sem coerên…
A 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) condenou a Ortobom ao pagamento de R$ 300 mil por danos morais coletivos por não ter mulheres em cargos de gerência em Arapongas.
A Ortobom argumentou que suas promoções seguem o mérito e que Arapongas é exceção entre suas treze fábricas. A empresa destacou que sua CEO Carolina Pires é mulher, evidenciando cultura organizacional inclusiva.
Porém, a própria 3ª Turma do TST é composta exclusivamente por magistrados homens: Mauricio José Godinho Delgado, Alberto Bastos Balazeiro (presidente) e João Pedro Silvestrin. Nenhuma mulher no colegiado.
O tribunal exige que o setor privado justifique estatisticamente a composição de seus quadros, mas não atende ao próprio critério de representatividade que impõe às empresas. A incoerência é evidente e descarada.
A diferença crucial: o presidente do TST é homem, enquanto a CEO da Ortobom é mulher. No tribunal prevalece indicação política. Na empresa, prevalece o mérito.
Por coerência, um desses magistrados deveria renunciar e dar lugar a uma mulher. Mas parece que o que predomina é justamente a incoerência e o autoritarismo judicial disfarçado.


