Parlamentar do PT é preso por envolvimento com o PCC

A Polícia Civil prende vereador do…
Operação Última Parada tirou das ruas o vereador Senival Pereira de Moura, em sexto mandato pela Câmara Municipal de São Paulo. Acusado de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital.
A empresa Transunião Transportes S.A. teria servido para ocultar patrimônio e movimentar recursos da facção criminosa. Senival mantinha controle direto, apesar de não figurar formalmente. Investigadores apontam influência descarada na companhia.
Como primeiro-secretário da Mesa Diretora, preside a Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica. Desde os anos 1970 opera no setor de transportes. Passou de Kombi clandestina para empresário regularizado na Zona Leste.
O crime que abriu tudo: Adauto Soares Jorge, ex-diretor financeiro, morto em 2020 no Lajeado. Investigadores dizem que era “laranja” do vereador. A morte teria origem em desvios para caixa dois da campanha de Senival.
Jair Ramos de Freitas, chamado “Cachorrão”, disparou contra Adauto. Devanil Souza Nascimento, o “Sapo”, levou a vítima. O PCC condenou Adauto à morte em “tribunal do crime” por desviar grana da facção.
Mensagens em celulares apreendidos mostram R$ 70 mil periódicos para “acertar os cara”. Senival chamado de “presidente”, “véio” e “velhinho” nos diálogos. Planilhas revelam 13 veículos onde ele era “cooperado oficial” da frota.
Entre 2019 e 2022, movimentou R$ 4,39 milhões. Diferença de R$ 2,4 milhões entre o declarado e o movimentado. Possui apartamento em Vila Madalena e propriedade rural em Extrema. O PCC depois perdoou a pena dele.


