A anulação da condenação de Bolsonaro e a liminar de Nunes Marques

Jorge Meirelles
Jorge Meirelles 28 de maio de 2026
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A anulação da condenação de Bolsonaro e a liminar de Nunes Marques
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A condenação de Bolsonaro pode ser anu…

Poucos entendem o jogo por trás da revisão criminal de Bolsonaro. A análise política é crucial, não a legalista. O relator, Nunes Marques, já mostrou seu caminho. Ele pode dar o primeiro passo.

O Precedente de Nunes Marques

Em 2022, Nunes Marques concedeu liminar similar para Acir Gurgacz, suspendendo uma condenação. O Plenário, com Moraes na liderança, derrubou. Mas o precedente existe, o mecanismo está à vista.

Há base jurídica robusta para a liminar: incompetência da Turma, nulidade da delação Cid, cerceamento de defesa. Teses que até Fux já admitiu. A questão é: terão coragem?

A Resistência do Plenário

O problema surge no Plenário. Os mesmos que validaram o processo votarão. Moraes, Dino, Zanin, Cármen Lúcia, Toffoli e Fachin são apostas certas contra. A conta para Bolsonaro é dificílima.

A variável decisiva é o pedido de vista. Se Mendonça, Fux ou Gilmar Mendes o fizerem, a liminar se mantém por meses. Isso poderia cruzar com a campanha de 2026, mudando tudo.

Desmontando o Regime Judicial

Mesmo uma liminar derrubada expõe a fratura interna da Corte. Um ministro do STF validando teses de nulidade é combustível político. A pressão internacional e a anistia no Congresso ganham força.

O que está em jogo é maior que Bolsonaro. É a chance de desmontar o regime judicial montado desde 2019. A anulação formal das decisões mais simbólicas seria um golpe decisivo.

Jorge Meirelles
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Jorge Meirelles
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