Toda vez que Gilmar abre a boca, morre uma fadinha da floresta do bom senso

A velha tática de jogar a culpa nos outros volta à ce…
O decano adota a mesma estratégia de Lula: a culpa é sempre de outro. Desta vez, a “Faria Lima”, apelido dado ao mercado financeiro. Uma manobra para desviar o foco da verdadeira responsabilidade.
Ora, o mercado não é vilão por si só, mas um mero instrumento. Bandidos o usam para crimes que, muitas vezes, nascem e se articulam fora do sistema financeiro propriamente dito.
A Faria Lima e o Jogo de Culpa
Sim, há operadores corruptos. Mas, em falcatruas como o caso Master, agentes públicos são frequentemente comprados para dar apoio. A responsabilidade não é apenas da “Faria Lima”.
É simplista e conveniente apontar o dedo apenas para um setor. A complexidade dos esquemas exige uma investigação que vá além dos alvos fáceis e convenientes. Chega de narrativa vazia.
Justiça Seletiva?
No entanto, pasmem: o único preso no caso Master é Daniel Vorcaro, justamente oriundo da “Faria Lima”. Uma seletividade que levanta sérios questionamentos e muita desconfiança.
Gilmar “garantiu” que todos os magistrados eventualmente envolvidos estão sendo devidamente investigados pelas “autoridades competentes”. Uma promessa que exige vigilância cívica constante.
A sociedade espera justiça plena, não apenas palavras vazias. É hora de cobrar responsabilidade de todos, sem exceção, e romper com o círculo vicioso da impunidade que nos assola.
Marcelo Guterman. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.


