Toda vez que Gilmar abre a boca, morre uma fadinha da floresta do bom senso

Jorge Meirelles
Jorge Meirelles 25 de maio de 2026
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Toda vez que Gilmar abre a boca, morre uma fadinha da floresta do bom senso
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A velha tática de jogar a culpa nos outros volta à ce…

O decano adota a mesma estratégia de Lula: a culpa é sempre de outro. Desta vez, a “Faria Lima”, apelido dado ao mercado financeiro. Uma manobra para desviar o foco da verdadeira responsabilidade.

Ora, o mercado não é vilão por si só, mas um mero instrumento. Bandidos o usam para crimes que, muitas vezes, nascem e se articulam fora do sistema financeiro propriamente dito.

A Faria Lima e o Jogo de Culpa

Sim, há operadores corruptos. Mas, em falcatruas como o caso Master, agentes públicos são frequentemente comprados para dar apoio. A responsabilidade não é apenas da “Faria Lima”.

É simplista e conveniente apontar o dedo apenas para um setor. A complexidade dos esquemas exige uma investigação que vá além dos alvos fáceis e convenientes. Chega de narrativa vazia.

Justiça Seletiva?

No entanto, pasmem: o único preso no caso Master é Daniel Vorcaro, justamente oriundo da “Faria Lima”. Uma seletividade que levanta sérios questionamentos e muita desconfiança.

Gilmar “garantiu” que todos os magistrados eventualmente envolvidos estão sendo devidamente investigados pelas “autoridades competentes”. Uma promessa que exige vigilância cívica constante.

A sociedade espera justiça plena, não apenas palavras vazias. É hora de cobrar responsabilidade de todos, sem exceção, e romper com o círculo vicioso da impunidade que nos assola.

Marcelo Guterman. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.

Jorge Meirelles
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Jorge Meirelles
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