Escritório de advocacia entra na mira da PF em escândalo do banco Master
O escândalo do Banco Master revela uma teia de interesses que a Polícia Federal começa a desfi…
A Polícia Federal aperta o cerco sobre escritórios de advocacia no esquema de fraude do Banco Master. Milhões e milhões foram movimentados de forma altamente questionável, levantando sérias dúvidas sobre a conduta de muitos. A investigação promete desvendar quem se beneficiou dessa farra, clamando por justiça e transparência.
No centro da mira está o escritório Gabino Kruschewsky Advogados, da Bahia, que recebeu astronômicos R$ 54 milhões em apenas três anos do Banco Master. Segundo Lauro Jardim, a PF dará um “tratamento mais atento” a essa banca, que se tornou a quarta maior recebedora do banco de Daniel Vorcaro.
A defesa do escritório, alegando ter atuado em 45 mil processos para o Master, contrasta brutalmente com os cerca de 7 mil processos registrados no TJBA. Essa discrepância levanta um alerta vermelho: onde foram parar os outros supostos processos? Transparência é o mínimo que se espera dos envolvidos.
A trama se complica com os laços familiares. Eugênio Kruschewsky, procurador do estado da Bahia, defendeu o Banco Master em ações coletivas. Um claro conflito de interesses que merece rigorosa apuração, especialmente vindo de um servidor público que deveria zelar pelo interesse maior.
As ações foram propostas pela Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia (AFPEB), cujo presidente era Carlos Kauark Kruschewsky, primo de Eugênio. As disputas envolviam o Credcesta, negócio do Master, que teve Luiá Kruschewsky como gerente jurídica. Uma rede familiar profunda em meio a denúncias de ilegalidades.
Este emaranhado de nomes e milhões exige respostas imediatas e contundentes. A sociedade brasileira não aceita mais a impunidade de esquemas que parecem beneficiar poucos, às custas da legalidade. A PF precisa ir a fundo e mostrar a verdade, doa a quem doer.