AO VIVO: Lula cai na armadilha de Alcolumbre — e pode enfrentar derrota histórica no Senado (veja o vídeo)
Uma articulação nos bastidores pode gerar o maior vexame político de um presidente em décadas, com consequências que vão muito al…
A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal expôs um erro de cálculo político colossal de Luiz Inácio Lula da Silva. Mais que uma escolha jurídica, revelou uma falha na leitura do cenário, com Davi Alcolumbre jogando perigosamente. Os votos necessários, 41 no Senado, simplesmente não fecham.
Hoje, Messias mal alcança 35 votos, um número insuficiente e amplamente conhecido nos corredores do poder. Se Alcolumbre garantiu apoio ao Planalto, há duas saídas: ou perdeu sua base – improvável – ou está blefando. Tudo indica que Lula comprou esse blefe, arriscando alto.
Rejeitar um indicado ao STF é um evento raríssimo, quase inédito na história recente. Desde o século XX, o Senado sempre validou os nomes do Executivo. Quebrar esse padrão não é só dizer “não” a um nome; é romper a própria lógica de governabilidade do país.
As consequências seriam devastadoras. Primeiro, a autoridade presidencial de Lula seria minada, mostrando fragilidade política em seu terceiro mandato. Segundo, a base aliada se desorganizaria, recalibrando posições e elevando o custo de futuras negociações. Terceiro, o Senado se firmaria como veto real.
Se Alcolumbre conduziu Lula a esse abismo, foi um movimento estratégico sofisticado. Expôs a fraqueza do presidente sem confrontá-lo diretamente. Um blefe bem executado engana e induz o oponente a decisões que o enfraquecem por conta própria. Foi exatamente isso que pode ter ocorrido.
Ao insistir em um nome sem apoio, o Planalto corre o risco de uma derrota histórica, com efeitos além da indicação. É um teste de força. Se a rejeição se confirmar, será a exposição de um governo que perdeu a capacidade de transformar vontade em voto. Em política, isso é o começo do fim.