POLÍTICA

Senadores de direita tem a obrigação cívica e moral de rejeitar o nome de Bessias

Jorge Meirelles
Jorge Meirelles 09 de abril de 2026
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Senadores de direita tem a obrigação cívica e moral de rejeitar o nome de Bessias
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A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal revela a estratégia de Lula para dominar o Judiciá…

A manobra do governo Lula para aparelhar o Supremo Tribunal Federal é descarada. A nomeação de Jorge Messias, atual Advogado-Geral da União, visa transformar a mais alta corte em uma extensão do Palácio do Planalto. É a politização do Judiciário em sua forma mais explícita, um ataque direto à independência dos Poderes.

Além de ser uma peça política, Messias é um nome despreparado para o cargo. A exigência constitucional de notável saber jurídico e reputação ilibada parece ter sido ignorada por completo. Sua trajetória profissional não justifica a ascensão à Corte, gerando profunda preocupação na sociedade brasileira. A crítica é unânime.

Não podemos esquecer o papel de Messias como o infame “Bessias” no governo Dilma, orquestrando a tentativa de blindar Lula na Lava Jato. Mais recentemente, como AGU, ele criou a controversa “Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia“, um verdadeiro órgão de censura que calou vozes e cerceou o debate público, priorizando o governo.

Essa indicação é mais um triste capítulo na forma como Lula utiliza prerrogativas nobres para premiar lealdades pessoais, não competência. O STF, que já enfrenta a pior crise de credibilidade de sua história republicana, terá sua imagem ainda mais arranhada. A politização excessiva das decisões judiciais só tende a se agravar.

A questão da idade de Messias é alarmante: com apenas 46 anos, ele poderá permanecer no Supremo até 2055. Isso significa que uma escolha tão questionável por Lula pode moldar a jurisprudência constitucional do país por décadas. É uma decisão temerária que compromete o futuro da nação.

O Senado Federal tem o dever patriótico de rejeitar Jorge Messias. É hora de romper com a leniência do passado e mostrar compromisso com a Constituição e a República. O Brasil precisa de um Supremo que sirva à lei, não aos interesses de um governo de ocasião. A coragem senatorial é inadiável.

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