Magistrada que foi presa em 2009 por regime de esquerda e enfrentou tortura e estupros é finalmente solta

Jorge Meirelles
Jorge Meirelles 08 de agosto de 2026
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Magistrada que foi presa em 2009 por regime de esquerda e enfrentou tortura e estupros é finalmente solta
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A Venezuela liberta juíza após 15 a…

O governo da Venezuela encerrou o processo contra María Lourdes Afiuni e a libertou da prisão domiciliar. A informação foi divulgada na sexta-feira por familiares da magistrada que sofreu perseguição política.

Afiuni estava detida desde 2009, quando Hugo Chávez ordenou sua prisão após soltar um banqueiro. O ex-presidente exigiu que a juíza fosse presa por trinta anos por isso.

A magistrada argumentou que sua ordem respeitava a legislação venezuelana, que proibia detenções por mais de dois anos sem sentença. Eligio Cedeño, o banqueiro, fugiu para os Estados Unidos após pagar fiança.

No Instituto Nacional de Orientação Feminina (INOF), Afiuni enfrentou torturas e estupros que prejudicaram sua saúde gravemente. Devido aos problemas médicos, foi transferida para prisão domiciliar em 2011.

Em 2013, entrou em liberdade condicional, mas voltou a ser condenada em março de 2019 a mais cinco anos. A acusação absurda era “corrupção espiritual” contra a magistrada.

A libertação acontece quando o governo liderado por Delcy Rodríguez mantém discussões com a oposição. São as primeiras negociações significativas em mais de uma década na Venezuela.

Este caso expõe como regimes autoritários perseguem juízes independentes que ousam cumprir a lei. A libertação tardia não compensa years de sofrimento injustificado da magistrada venezuelana.

Jorge Meirelles
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