Cruel e desumano: Quando até o abraço de um filho se torna suspeito

Moraes negou abraço no Dia dos Pa…
Alexandre de Moraes simplesmente vetou o óbvio: um pai receber filhos no domingo. Não era comício, não era transmissão política, não era nada além de família.
A defesa de Jair Bolsonaro pediu autorização excepcional para Flávio, Carlos e Jair Renan visitarem o pai algumas horas. Moraes respondeu com uma negativa burocrática.
Tudo começou quando Flávio divulgou carta política de Bolsonaro nas redes sociais. Moraes viu desobediência e suspendeu visitas por trinta dias. Pronto.
Aqui está o problema real: punir um episódio político virou justificativa automática para impedir todo encontro familiar. Carlos e Jair Renan nem foram responsabilizados, mas também ficaram proibidos de abraçar o pai.
A defesa não pediu revogar tudo. Solicitou exceção rigorosa: segurança presente, sem celulares, sem gravações, sem política. Moraes podia aceitar. Escolheu dizer que pedido estava prejudicado.
Prisão domiciliar não apaga vínculo familiar. Até condenados têm direito de visita. O risco de propaganda política poderia ser neutralizado com fiscalização específica, não com proibição total.
Neste domingo, milhões de famílias se abraçam. Na casa de Bolsonaro, nada disso acontece. Não porque houve invasão, não porque filhos tentaram contrabandear nada. Apenas porque Moraes decidiu que autoridade significa insensibilidade.


