Quando a dúvida passa a rondar o próprio árbitro

A confiança nas decisões judiciais está sendo questiona…
Uma reportagem recente da jornalista Bela Megale revelou que ministros do STF sinalizaram interesse em atuar caso o TSE não punisse vídeo deepfake do PL.
O problema não está no mérito do vídeo em si, mas na percepção de que ministros do Supremo já discutem intervenção antes do julgamento acontecer.
A Constituição atribui ao TSE a responsabilidade de julgar questões eleitorais. Recursos ao STF existem, mas devem vir depois da decisão original.
Quando a instância superior sinaliza qual resultado deseja antes do competente julgar, nasce a dúvida sobre independência dos magistrados envolvidos no processo.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, já afirmou que inteligência artificial não é ilícita por natureza e deve ser analisada por seus efeitos reais.
A credibilidade institucional se perde quando a sociedade questiona se o árbitro já conhece seu próprio resultado antes da partida começar de verdade.


