Médico oftalmologista acusado de cegar 21 pacientes é condenado a 40 anos de prisão

Médico condenado por deixar pacientes ceg…
A justiça de São Paulo condenou o oftalmologista Paulo Barição a 40 anos de prisão em regime fechado por causar perda de visão em 21 pacientes durante mutirão de cirurgias de catarata.
De acordo com a acusação, a esterilização inadequada dos instrumentos cirúrgicos provocou infecção generalizada. Dos 27 pacientes operados, 21 foram infectados por bactéria que causou lesões permanentes e irreversíveis.
As investigações apontam que o médico utilizou apenas duas caixas cirúrgicas para diversos pacientes em sequência, quando cada um deveria ter kit próprio e material devidamente esterilizado conforme protocolos.
Barição afirmou que não trocou o avental entre as cirurgias, assumindo deliberadamente o risco de contaminação ao ignorar protocolos essenciais de higiene e segurança dos pacientes operados.
O juiz entendeu que o oftalmologista sabia dos riscos de contaminar os pacientes ao não seguir procedimentos básicos de proteção, devendo ser condenado por negligência grave e culposa.
O criminalista Luiz Flávio Borges D’Urso, advogado do oftalmologista, afirmou que a condenação “é um grande equívoco” e informou que recorrerá da decisão junto aos tribunais superiores.
Cabe recurso da sentença, o que significa que a defesa ainda pode apresentar argumentos em instâncias superiores pedindo a revisão ou anulação da condenação de 40 anos de cadeia.


