Vaza declaração de rendas de Jaques Wagner e algo impressiona

Os políticos brasileiros ficam cada vez mais ri…
Jaques Wagner começou na faculdade cursando engenharia na PUC-Rio, nos anos 70. Fugiu da repressão militar e foi para a Bahia trabalhar no Polo Petroquímico de Camaçari.
Integrou o sindicato dos petroquímicos, chegando à presidência. Conheceu Lula e ajudou a fundar o PT em 1980. Desde então, ocupou cargos públicos constantemente como deputado, governador e ministro.
Em 2018, seu patrimônio declarado era cerca de R$ 3 milhões. Compatível com um senhor de 67 anos e salário público de alto escalão, nada de suspeito aparentemente ali.
Mas vendeu um terreno por R$ 15 milhões e seu apartamento em Salvador por R$ 10 milhões. Recebeu ao menos R$ 25 milhões em dois negócios. Isso merecia boa explicação mesmo.
O terreno de 51 mil metros quadrados foi adquirido em 2000. Declarado como R$ 28 mil, corrigido pelo IPCA daria R$ 188 mil. Vendido por R$ 15,8 milhões: 45% de valorização anual acima da inflação.
“Jaques Wagner não está sozinho. Devem ser raros, muito raros, os políticos de alto coturno não milionários no Brasil” — essa é a realidade do patrimonialismo que caracteriza nosso sistema de poder.
De vez em quando um deles é pego, mas esse padrão é a regra, não exceção. O enriquecimento dos beneficiários do sistema resulta naturalmente desse arranjo político corrupto que perdura há décadas.


