Investigação detalha chantagem macabra na Saúde: Vai morrer todo mundo

A operação Gutemberg desarticulou uma orga…
O GAECO do Ministério Público de Mato Grosso do Sul investigou desvio de R$ 27 milhões em fraudes de licitações e extorsão na saúde pública estadual.
Servidores cooptados condicionavam liberação de leitos, cirurgias e exames do SUS à compra de livros do grupo criminoso. Frases como “vou trancar”, “saúde zero” e “deixa o povo sem leito” aparecem em conversas interceptadas.
O servidor Ed Carlo Britto Burgatt, coordenador estadual de Regulação Assistencial da SES, e o advogado Gabriel Taquino de Paula, vendedor da Editora Avante, estão presos pela operação.
Em agosto de 2022, Ed Carlo ameaçou “trancar tudo” se Nova Alvorada do Sul não contratasse a editora. Prometeu “300 mil de exames pra eles, fora as cirurgias”. O GAECO interpreta como negociação fraudulenta clara.
Em setembro, Gabriel escreveu “só opera se fechar, senão vai morrer todo mundo”. A investigação provou que Ed Carlo recebeu R$ 50,5 mil da Editora Avante em duas transferências bancárias diretas.
Os prefeitos negam: Juliano Ferro (PP) disse que comprou R$ 500 mil em livros após pandemia; José Paulo Paleari (PP) negou qualquer contrato com a editora envolvida na operação.


