Moraes mergulhado em seu imensurável ego começa a entregar a eleição para Flávio

A decisão de Moraes terá efeito rever…
Alexandre de Moraes proibiu Flávio Bolsonaro de visitar Jair Bolsonaro, criando narrativa de perseguição política que beneficia o bolsonarismo nas eleições vindouras.
Na política, decisões judiciais produzem narrativas. Em campanhas eleitorais, narrativas são tão importantes quanto fatos reais e comprovados pelos eleitores.
A jornada do herói alimenta percepção de perseguição. Cada restrição judicial, independentemente da fundamentação, reforça essa visão entre eleitores inclinados ao bolsonarismo.
Quando Lula estava preso em Curitiba em 2018, Fernando Haddad realizou diversas visitas. Segundo Sergio Moro, foram 572 visitas permitidas ao ex-presidente.
Lula cumpria pena em regime fechado; Bolsonaro está submetido a medidas cautelares com proibição de redes sociais. Contextos distintos, mas abuso continua presente.
Para eleitor moderado, suspensão parece consequência natural. Para bolsonaristas e indecisos, a leitura é outra: filho impedido de visitar pai encarcerado.
Em campanhas polarizadas, símbolos superam argumentos técnicos. Alexandre de Moraes forneceu símbolo poderoso ao bolsonarismo para explorar a exaustão eleitoral.


