As vozes que o tempo vai silenciando

A geração que embalou nossas vidas está part…
A morte de Peppino di Capri e o adeus de Bonnie Tyler acordam algo profundo dentro de nós. Percebemos que nossos ídolos também envelhecem e partem. Eles pareciam eternos, mas o tempo cobra seu preço de todos.
Estavam nas rádios, discos de vinil, fitas cassete. Embalavam festas de família, novelas, serenatas e bailes. Cantaram para nossos pais, depois para nós. Hoje, muitos vivem só em nossas lembranças.
Os Beatles mudaram tudo na música. Restam só Paul McCartney e Ringo Starr. John Lennon partiu em 1980, George Harrison em 2001. Suas músicas continuam sendo descobertas por jovens que nem tinham nascido.
Os Bee Gees marcaram gerações com harmonias perfeitas. Apenas Barry Gibb permanece vivo. Maurice faleceu em 2003, Robin em 2012. “Stayin’ Alive” segue entre as mais tocadas da história da música.
Queen, Rolling Stones, Pink Floyd, Creedence: todas perderam membros essenciais. Freddie Mercury tinha voz incomparável. Charlie Watts dos Stones partiu em 2021. A morte tira, mas a música fica.
Junto com esses artistas vai embora uma época inteira de ouro. Famílias ouviam música reunidas, discos passados de mão em mão. Artistas construíam carreiras em décadas, não em meses de redes sociais. Aquele mundo era diferente.
A arte permanece quando o artista parte. “Yesterday”, “Bohemian Rhapsody”, “Mamma Mia”, “Total Eclipse of the Heart”: essas canções agora pertencem à humanidade. O maior privilégio de um artista é ter sua voz silenciada pelo tempo mas continuando a falar ao coração de milhões para sempre.


