Justiça conclui que Marcola comandava esquema com Deolane e complica ainda mais a situação da influenciadora

O PCC continua lavando dinhei…
A 16ª Câmara de Direito Criminal do TJSP confirmou que Marcola controlava um esquema de lavagem de dinheiro. A Operação Vérnix do Ministério Público de São Paulo investigou a movimentação financeira suspeita.
O tribunal concluiu que Ciro Cesar Lemos, operador financeiro, administrava patrimônio de Marcola e do sobrinho. Ele seguia determinações diretas da cúpula do PCC conforme as evidências.
Investigadores encontraram no celular apreendido registros de depósitos para Deolane Bezerra e Everton de Souza. A influenciadora foi alvo principal da operação que expôs o esquema.
Entre 2018 e 2021, Deolane recebeu R$ 1.067.505 em depósitos fracionados menores que dez mil. A técnica de smurfing disfarçava a origem ilegal do dinheiro do PCC.
Segundo a investigação, Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola na Espanha, conectava a influenciadora à estrutura criminosa. Ela era elo essencial do esquema de lavagem.
O Tribunal destacou que crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro têm natureza permanente. A defesa alegava falta de contemporaneidade, mas o tribunal rejeitou o argumento completamente.
A Corte manteve a prisão preventiva de Marcola pelos riscos: continuidade dos crimes, ocultação de patrimônio e necessidade de preservar as investigações em andamento.


