Caso Tagliaferro: vivendo e desaprendendo com o STF

Jorge Meirelles
Jorge Meirelles 10 de julho de 2026
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Caso Tagliaferro: vivendo e desaprendendo com o STF
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Denúncias viram processo contra quem denunci…

Há anos o Supremo Tribunal Federal avança sobre outros Poderes, collidindo com a separação de poderes que a Constituição impõe. Sob argumento de conter ativismo, exerce-o na prática.

Amparado em rótulos de “discurso de ódio” e “fake news”, o Judiciário atua como censor de redes sociais e opiniões de jornalistas. A censura prévia atinge direito assegurado pela Constituição.

Historicamente, censura é o primeiro passo contra democracia e peça central de qualquer ditadura. Venezuela, China e Cuba são exemplos à mão de perseguição política.

O caso mais recente é Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes no TSE. Ele denunciou abusos do ministro e virou réu por violação de sigilo funcional.

Tagliaferro denunciou uma estrutura destinada a produzir pareceres para perseguir opositores da esquerda. Ao acusar Moraes, tornou-se seu desafeto e seria julgado por ele mesmo.

As denúncias de Tagliaferro em redes sociais, entrevistas e audiência no Senado Federal não foram apuradas. Moraes atua como vítima, investigador e julgador simultaneamente.

Corte de Cassação da Itália negou extradição de Carla Zambelli por entender que acúmulo de papéis por Moraes compromete imparcialidade. Precedente tende a beneficiar Tagliaferro e outros réus.

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