Defesa de diarista apresenta inusitada alegação para justificar crime contra casal de idosos

A defesa da diarista prepara estratégia de insa…
A defesa de Paola Stefany Neto Cirino, apontada como autora do assassinato do casal de idosos em Belo Horizonte, já esboçou sua linha. O advogado Bruno Corrêa prepara um “incidente de insanidade mental”.
Segundo a defesa, Paola apresenta “confusão mental, lapsos de memória e pensamentos suicidas”. A Polícia Civil de Minas Gerais realizou simulação da cena do crime nesta quarta-feira.
O casal assassinado era o advogado Cláudio Atala Inácio, 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, 76. A diarista participou da restituição que durou duas horas.
Paola apareceu na janela do apartamento durante a reconstituição e foi hostilizada por moradores. Ela foi levada em carro da polícia e voltou ao Presídio de Ribeirão das Neves.
A defesa alega histórico de atendimentos em Hospital André Luiz, Caps III de Ribeirão das Neves e posto de saúde. “Em diversos momentos, nós tivemos que pausar a reprodução para ela se recuperar”, afirmou o advogado.
Corrêa declarou que Paola não conseguiu explicar de forma clara e inequívoca o que aconteceu dentro do apartamento. “Tudo leva a crer que ela possui histórico sensível em saúde mental”, argumentou.
A estratégia defensiva segue padrão comum em casos de homicídio: questionar lucidez mental do acusado. Essa tática visa reduzir pena ou viabilizar medida de segurança em hospital psiquiátrico.


