Estranhamente, advogado de Lulinha diz que inquérito não pode ser eterno e pede arquivamento

A defesa de Lulinha estuda medidas para evitar protelação…
Marco Aurélio de Carvalho, advogado de Fabio Luís da Silva, o Lulinha, criticou a demora na Operação Sem Desconto. “Uma pessoa não pode ficar nesta situação de um inquérito eterno”, afirmou à Gazeta do Povo.
A Polícia Federal investiga ligações entre Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o filho de Lula. O lobista teria pago despesas de uma viagem a Portugal para Lulinha.
A corporação avisou o ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal, que as investigações sofrerão atrasos. O motivo: falta de efetivo para prosseguir os trabalhos adequadamente.
Apenas dez servidores da PF atuam no caso. A estimativa é que seriam necessários pelo menos quarenta policiais para manter o ritmo exigido pelo magistrado do tribunal.
Carvalho argumenta que não existe sequer embasamento para um depoimento na corporação federal contra seu cliente. A situação permanece indefinida há longo tempo sem comprovações concretas.
A postura do advogado causa estranheza, dado seus vínculos com grupos defensores de inquéritos questionáveis. O cenário revela as contradições internas do sistema investigativo estatal.


