As duas delações de Vorcaro e a rede complexa envolvendo ministros do STF

A sujeira no topo chegou bem perto do…
O escândalo do Banco Master com o banqueiro Daniel Vorcaro contaminou a própria Justiça e o Supremo Tribunal Federal (STF). Uma rede complexa de contatos com autoridades dos três poderes está sendo investigada pela Polícia Federal (PF) e Procuradoria-Geral da República (PGR).
Dados do celular de Vorcaro revelam comunicações próximas entre o banqueiro e ministros do STF, envolvendo negócios com o banco. O escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, foi contratado para prestar serviços.
O escritório foi contratado em fevereiro de 2024 e durou até novembro de 2025 no Banco Master. O acordo previa R$ 3,6 milhões mensais por 36 meses, totalizando R$ 129 milhões. Até a liquidação, recebeu pouco mais de R$ 80 milhões.
As relações de Vorcaro com o ministro Dias Toffoli incluem encontros sociais, mensagens e transações financeiras envolvendo um resort. A PF identificou mais de 10 encontros entre 2023 e 2024, com repasses financeiros alcançando R$ 35 milhões.
Toffoli declarou-se suspeito e deixou a relatoria dos inquéritos sobre Vorcaro no STF. O caso foi repassado ao ministro André Mendonça. As propostas de delação de Vorcaro foram recusadas pela PF e PGR, sob justificativa de omissão de dados.
Mensagens mostram Vorcaro atualizando Alexandre de Moraes e Dias Toffoli sobre venda do Banco Master horas antes da prisão no Aeroporto de Guarulhos. Moraes respondeu com emoji positivo, conforme registros. O STF negou receber essas mensagens, classificando como “informações falsas”.


