O erro de Michelle: Quando o pragmatismo político dos outros vira pecado (veja o vídeo)

Michelle critica aliança mas ignora outra aqui no DF, vê que…
Michelle Bolsonaro atacou possível acordo entre PL e Ciro Gomes no Ceará, defendendo que o partido não abre mão dos princípios. Coerência é importante, concordo.
O argumento dela, em tese, deveria valer para todo o país. Se pragmatismo político significa trair valores, o critério tem que ser igual em qualquer lugar, não é?
Mas aqui está o problema: Michelle apoia Celina Leão, vice-governadora do Distrito Federal, que foi investigada na Operação Drácon e absolvida. Ponto, caso encerrado.
“Por que a crítica ao pragmatismo vale no Ceará, mas não no DF?”, questiono. Isso alimenta a percepção de que aliança é condenada quando favorece adversários, mas relativizada para aliados.
O eleitor entende divergências estratégicas e mudanças de posição. O que desgasta é parecer que existe uma régua para os outros e outra para os próprios aliados. Coerência exige explicar critérios objetivos.
Quando essa explicação não convence, abre-se espaço para a crítica inevitável: talvez não seja sobre princípios, mas sobre conveniência política pura e simples mesmo.
Para quem faz da coerência uma bandeira, esse é o erro mais difícil de justificar. A verdade dói, mas alguém precisa falar.


