A origem histórica e funcional das Kengas, o Banco Master e a classe política brasileira

Jorge Meirelles
Jorge Meirelles 23 de junho de 2026
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A origem histórica e funcional das Kengas, o Banco Master e a classe política brasileira
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Esquema de corrupção envolvia mulheres em fe…

Vários métodos corrompem autoridades: suborno, doações de luxo, vantagens comerciais, empregos e tratamento VIP exclusivo para alvo e familiares.

Jeffrey Epstein, que se suicidou em agosto de 2019 em prisão nova-iorquina, manipulava gente poderosa explorando vulnerabilidades, ambições e necessidades para ganhar dinheiro.

Os “Arquivos Epstein” revelaram organização criminosa usando mulheres e meninas como objeto de troca. No Brasil, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, contratava mulheres para festas luxuosas em Trancoso.

Vorcaro chamava as mulheres de “Kengas”, termo pejorativo. A Polícia Federal aponta que essas festas em mansão de 12 suítes no Terravista, Bahia, tinham protocolos rigorosos e ocorreram também em Nova York, Londres e Lisboa.

Em mensagem de abril de 2024, Vorcaro pediu a Leo Serrano Giunchetti um “avião para as kengas”. Quebra de sigilo mostra pedido minutos após receber atualizações sobre comitiva de políticos, criando rede de lobby e influência.

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu investigação para mapear autoridades nas festas. Inquérito detalha identidades beneficiadas e favorecimentos ilícitos ligados às atividades financeiras do Master.

Apesar da extensão desses crimes, tudo indica impunidade para poderosos. O ministro Gilmar Mendes afirmou que esse processo do Master pode ter o mesmo destino da Lava Jato.

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