A origem histórica e funcional das Kengas, o Banco Master e a classe política brasileira

Esquema de corrupção envolvia mulheres em fe…
Vários métodos corrompem autoridades: suborno, doações de luxo, vantagens comerciais, empregos e tratamento VIP exclusivo para alvo e familiares.
Jeffrey Epstein, que se suicidou em agosto de 2019 em prisão nova-iorquina, manipulava gente poderosa explorando vulnerabilidades, ambições e necessidades para ganhar dinheiro.
Os “Arquivos Epstein” revelaram organização criminosa usando mulheres e meninas como objeto de troca. No Brasil, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, contratava mulheres para festas luxuosas em Trancoso.
Vorcaro chamava as mulheres de “Kengas”, termo pejorativo. A Polícia Federal aponta que essas festas em mansão de 12 suítes no Terravista, Bahia, tinham protocolos rigorosos e ocorreram também em Nova York, Londres e Lisboa.
Em mensagem de abril de 2024, Vorcaro pediu a Leo Serrano Giunchetti um “avião para as kengas”. Quebra de sigilo mostra pedido minutos após receber atualizações sobre comitiva de políticos, criando rede de lobby e influência.
O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu investigação para mapear autoridades nas festas. Inquérito detalha identidades beneficiadas e favorecimentos ilícitos ligados às atividades financeiras do Master.
Apesar da extensão desses crimes, tudo indica impunidade para poderosos. O ministro Gilmar Mendes afirmou que esse processo do Master pode ter o mesmo destino da Lava Jato.


