A humilhação internacional do STF e a patética nota do ministro Edson Fachin

A corte estrangeira revela fatos preocupa…
A Corte Italiana não extraditou Carla Zambelli. Motivo? Parcialidade do ministro Alexandre de Moraes. Juiz e vítima não podem ser a mesma pessoa.
É humilhante uma corte estrangeira lembrar o óbvio. A nota de Edson Fachin, presidente do STF, defendendo a “instituição”, foi ainda mais patética.
Fachin disse que tudo estava certo. A decisão de Moraes foi referendada pela turma. Isso é pior que a condenação italiana das práticas do STF.
Se Moraes foi parcial, tudo está contaminado. A nota de Fachin ignora a parcialidade, focando na decisão da turma. Um silêncio ensurdecedor.
É patético lembrar que o STF colabora com a Itália. Como se houvesse parcialidade lá e nosso tribunal ignorasse. Falsa simetria que só piora a situação.
A Itália condena a turma do STF por não ver o óbvio: a suspeição de Moraes. Fachin usa a turma como “detergente” para uma sentença viciada.
Dizer que a turma concorda com o ministro e isso é processo legal, é ofender a todos. Ministros varrem sujeira para debaixo do tapete.
Marcelo Guterman. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.


