STJ desbanca o Gilmarpalooza

O Congresso Estado de Direito e Ética Judicial, realizado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, conseguiu esvaziar a 14ª edição do Fórum Jurídico de Lisboa, apelidado pela imprensa de “Gilmarpalooza” e organizado pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Pesquisa (IDP). O ministro Gilmar Mendes até gosta do apelido, encarando o termo com leveza, pois, para ele, “falar até mal do fórum para nós é ótimo”. O problema é que o apelido, além de irônico, parece indicar outro sentido. O esvaziamento político-institucional do “Gilmarpalooza” ganhou destaque em razão do clima negativo provocado pelos escândalos do Banco Master e pela ausência de grandes empresários, políticos de oposição e a um racha no meio jurídico. Outro fator decisivo foi o uso do dinheiro público com passagens para bancar os altos custos do evento. O “Efeito Vorcaro” inibiu a presença de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), cujo presidente, Herman Benjamin, organizou e abriu o Congresso Internacional Estado de Direito e Ética Judicial, em Brasília.


