Em notícia chocante e sinal de alerta, ministro de Lula se obriga a falar sobre a vacina

O ministro da Saúde de Lula, Alexandre Padilha, foi obrigado a falar sobre a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan.
Sem saída, o ministro afirmou que os registros – mais de 42 casos graves – funcionam como um “sinal de alerta” para o sistema de monitoramento e reforçou que a suspensão temporária da aplicação da vacina ocorreu dentro dos protocolos de segurança do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
“Nós estamos tomando uma decisão hoje de descontinuar temporariamente a atual estratégia de uso da vacina do Butantan contra a dengue no país”, afirmou Padilha.
Segundo o ministro, a interrupção afeta a vacinação de profissionais da atenção primária à saúde em todo o Brasil e também a estratégia que vinha sendo conduzida nos municípios de Botucatu (SP), Nova Lima (MG), Ibaranguá (CE) e na região do Araguaia, no Tocantins. Padilha explicou que aproximadamente 500 mil doses já haviam sido aplicadas quando os casos começaram a ser identificados pelos sistemas de vigilância.
“Neste meio milhão de doses, foram identificados 42 episódios de reações mais severas temporalmente associadas ao momento em que a vacina foi aplicada. Inclusive, algumas dessas reações foram absolutamente inesperadas, porque não haviam sido observadas nos estudos clínicos realizados antes da aprovação do imunizante”, disse.
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