O Envelope da República de Bananas

A burocracia brasileira segue a cartilha da velhíssima piada do Primeiro de Abr…
Antigamente, no Nordeste, a maldade do Primeiro de Abril era simples. Entregavam a um analfabeto um bilhete: “Mande este besta para qualquer lugar.” Era um ciclo cruel e sem fim.
O “destinatário” lia, ria e mandava o pobre coitado adiante: “Não é comigo, vá ao Fulano!” Ele andava horas, tonto e exausto, sem saber que era a vítima principal daquela brincadeira sádica.
A Brincadeira Virou Realidade Nacional
Hoje, em nossa “república”, parece que o velho bilhete ganhou status institucional. Os Três Poderes, com suas jogadas, brincam do mesmo jogo, trocando envelopes com a vida do povo.
Um poder envia ao outro, que devolve, que anula, que contesta. Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e o governo Lula justificam tudo com “legalidade” e “democracia”, mas é só imbecilidade.
O Cidadão, Vítima do Sistema
O cidadão, o verdadeiro “besta”, carrega o envelope. Recurso, liminar, interpretação, revisão… Um ciclo interminável! Quando pensa que acabou, tudo volta ao início, como na velha piada.
Antes, a vítima andava pelas ruas; hoje, percorre tribunais, gabinetes, ministérios. Anos de discussão para anular o que eles mesmos fizeram. O processo estava errado, e tudo volta à estaca zero.
O povo, entre o riso e o choro, entende: o destinatário nunca existiu. O objetivo é só mandar o “besta” para qualquer lugar. Agora, com ternos caros e latinismos, mas o resultado é o mesmo.


