Daniel Vorcaro: de príncipe do sistema financeiro a uma figura rejeitada pelo mercado e pelas elites do poder

O escândalo do Banco Master revela conexões perigosas no coração do poder e suas impli…
Um encontro secreto entre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o presidente Lula, articulado por Guido Mantega, expôs a interferência governamental. Em Brasília, Lula teria aconselhado Vorcaro a não vender seu banco ao BTG Pactual.
Presentes na reunião estavam Rui Costa, Alexandre Silveira e o então indicado ao BC, Gabriel Galípolo. O BTG Pactual negou interesse, mas Guido Mantega, com salário de R$ 1 milhão do Master, estava lá. Coincidência?
As Teias do Poder Judicial
A PF expôs que Vorcaro dialogava com ministros do STF. Com Alexandre de Moraes, a conexão é gritante: um contrato de R$ 129 milhões com o escritório da esposa do ministro, além de encontros pessoais em Brasília e Campos do Jordão.
Dias Toffoli também se beneficiou. Usou jatinho de Vorcaro para ver futebol no Peru, enquanto mensagens revelam negócios e dívidas sobre um resort. Toffoli negou proximidade, alegando “amizades”. Uma desculpa conveniente para a elite.
O Jogo de Influência e a Queda
Gilmar Mendes também usou jato de Vorcaro, alegando ignorância. Embora tenha votado pela prisão, criticou métodos “lavajatistas” e defendeu a privacidade do banqueiro, chamando a exposição de “barbárie institucional”.
Até Ricardo Lewandowski se beneficiou, com sua família faturando R$ 250 mil mensais do Master. Surpreendentemente, Vorcaro também financiava o filme de Jair Bolsonaro, com Flávio Bolsonaro cobrando pagamentos milionários e visitando o banqueiro após a prisão.
O Fim do “Príncipe”
O “príncipe” das finanças, Vorcaro, ascendeu rápido, com o Master saltando de R$ 9 milhões para bilhões. Agora, com um rombo de R$ 500 bilhões, ele é um pária e promete uma delação que, francamente, ninguém leva a sério.


