Moraes diz não a Mauro Cid

Jorge Meirelles
Jorge Meirelles 27 de maio de 2026
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Moraes diz não a Mauro Cid
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O ativismo judicial atinge um novo patam…

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido da defesa de Mauro Cid, mantendo sua condenação. Uma decisão que reacende o debate sobre a extensão do poder judicial no Brasil.

A defesa buscava extinguir a pena de dois anos em regime aberto, imposta a Cid após delação premiada. O caso está ligado à suposta trama golpista, ainda sob intensas controvérsias.

A Controvérsia da Pena

Entre as solicitações, estavam a retirada da tornozeleira eletrônica, a devolução dos passaportes e o desbloqueio de bens do militar. Medidas que parecem desproporcionais frente à pena.

Moraes calculou apenas cinco meses e 17 dias de prisão preventiva de Cid. Um período considerado insuficiente pelo ministro, que desconsidera outras restrições de liberdade.

Decisões Questionáveis

Em sua decisão, o magistrado foi categórico, ignorando as medidas cautelares como cumprimento de pena. Uma interpretação que gera insegurança jurídica e levanta sérias dúvidas.

“Sem o cômputo indevido das medidas cautelares alternativas de recolhimento noturno e monitoramento eletrônico, resta evidente que o sentenciado não cumpriu integralmente a pena que lhe foi imposta. Desse modo, a manutenção da execução penal é medida que se impõe, sendo inviável declarar a extinção da punibilidade neste momento processual.”

A Procuradoria-Geral da República, como já era esperado, alinhou-se à decisão do ministro, reforçando a postura do establishment. Mais um episódio que preocupa os defensores da liberdade.

A Visão da Defesa

A defesa de Mauro Cid, contudo, sustenta que ele já sofre restrição de liberdade há mais de dois anos e quatro meses. Entre prisão e cautelares, a pena estaria integralmente cumprida.

“Mauro Cid está com restrição de liberdade havidos mais de dois anos e quatro meses, entre prisão preventiva e as cautelares diversas da prisão — desde maio de 2023. Extinto está, fora de toda dúvida, o cumprimento da pena.”

Jorge Meirelles
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Jorge Meirelles
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