Sogra de govenador é presa pela PF em operação contra esquema de migração ilegal para os EUA

Conexão perigosa com o crime organizado escancara falhas do sistema e atinge o establi…
A Polícia Federal deflagrou a Operação Travessia, prendendo Maria Helena de Souza Netto Costa. Ela é mãe da esposa do governador de Goiás, Daniel Vilela.
Escândalo e Família
Maria Helena é suspeita de chefiar um dos cinco grupos criminosos investigados por migração ilegal de brasileiros para os EUA. O esquema movimentou milhões, segundo a PF.
Entre 2018 e 2023, as organizações teriam movimentado R$ 240 milhões. O grupo de Maria Helena sozinho, R$ 45 milhões, em um lucrativo mercado ilegal.
A Teia Criminosa
Para mascarar a origem ilícita do dinheiro, usavam empresas de fachada. A logística da travessia ilegal, do Brasil aos Estados Unidos, era complexa e bem estruturada.
As diligências revelaram que os grupos atuavam de forma estruturada, organizando toda a logística da viagem, desde a saída do Brasil por via aérea até a passagem por países da América Central, especialmente México e Panamá, culminando na travessia irregular da fronteira terrestre em direção aos Estados Unidos.
A defesa de Maria Helena classificou a prisão como desnecessária. Afirmam que aguardam acesso completo ao processo para uma análise técnica dos fatos.
A Defesa e o Governador
A defesa da Sra. Maria Helena de Souza Netto Costa vem a público esclarecer, com a serenidade que o momento exige, que sua constituinte recebeu com surpresa as medidas cautelares deflagradas em seu desfavor e aguarda o pleno acesso aos autos para análise técnica dos fatos.
Registra-se, desde já, a absoluta desnecessidade da prisão preventiva decretada, medida de natureza excepcional. Nossa constituinte não apresenta qualquer risco. As providências para o imediato restabelecimento de sua liberdade já se encontram em curso.
O governador Daniel Vilela negou qualquer relação. Ele alega que os fatos são investigados desde os anos 2000, sem ligação com sua esposa ou o Governo de Goiás.
Custo Humano e Financeiro
A investigação estima mais de 600 vítimas em 20 anos de atuação. Cada uma pagava US$ 20 mil para ingressar ilegalmente nos EUA.


