A trajetória de Ciro Nogueira, sempre ao lado do poder e dos intocáveis

Jorge Meirelles
Jorge Meirelles 08 de maio de 2026
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A trajetória de Ciro Nogueira, sempre ao lado do poder e dos intocáveis
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O sistema político brasileiro, mais uma vez, prova que a justiça é cega… para alguns, é cl…

Em 2005, o nome de Ciro Nogueira surgiu no Mensalão. Marcos Valério o apontou como beneficiário do esquema, mas, sem provas concretas, jamais se tornou réu. Um *passe livre* do sistema.

Na Lava Jato, Ciro Nogueira acumulou cinco inquéritos no STF. Acusações de receber R$ 7,3 milhões da Odebrecht, sob codinomes como “Piqui” e “Cerrado“, nunca resultaram em condenação.

A Impunidade dos Intocáveis

Uma dessas investigações da Lava Jato parou no STF após pedido de vistas do ministro Gilmar Mendes. É a receita de Brasília: o processo esfria, o tempo passa, o político sobrevive.

Em 2021, Bolsonaro nomeou Ciro Nogueira ministro da Casa Civil, mesmo com inquéritos abertos. Antes, Ciro chamara Bolsonaro de “fascista” e Lula de “melhor presidente”. É o Centrão: ideologia não importa.

O Espectro do Banco Master

Agora, a PF aponta: Vorcaro pagava a Ciro Nogueira entre R$ 300 mil e R$ 500 mil mensais. Uma mensagem interceptada do operador ao dono do Master questiona o valor.

“Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k?”

Vorcaro respondeu: “Resolve isso pra mim.”

Benefícios Suspeitos e Influência

Além da mesada, a PF revelou: Ciro Nogueira teria comprado participação societária de R$ 13 milhões por R$ 1 milhão. Um imóvel de alto padrão foi cedido gratuitamente e viagens de luxo pagas.

Em troca, Ciro Nogueira atuava a favor do Banco Master no Congresso Nacional. Vorcaro chegou a entregar pessoalmente a Ciro o texto de uma emenda para beneficiar o banco.

As Teias do Poder

O Banco Master já estava sob lupa do mercado e órgãos de controle. Cresceu rápido comprando precatórios e ativos de risco. Nos bastidores, é símbolo da relação nebulosa entre finanças e política em Brasília.

Mensalão, Lava Jato, Master. Três escândalos em diferentes épocas, o mesmo nome: Ciro Nogueira. Sem condenação, sempre reeleito, sempre no poder. O sistema não pune quem faz parte dele.

Veremos quem será punido: Ciro Nogueira, cacique com teias no Supremo Tribunal Federal, ou Romeu Zema, investigado por um vídeo de sátira em Minas Gerais? A régua da justiça, no Brasil, parece ter pesos e medidas diferentes.

Jorge Meirelles
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Jorge Meirelles
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