Estranhamente, AGU de Lula recua

Jorge Meirelles
Jorge Meirelles 22 de abril de 2026
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Estranhamente, AGU de Lula recua
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A liberdade de imprensa no Brasil quase foi calada por uma manobra políti…

A Advocacia-Geral da União (AGU) recuou da decisão de remover posts de jornalistas na plataforma X. Inicialmente, a mira era em críticas ao controverso “PL da Misoginia“. Uma vitória da liberdade de expressão contra o establishment.

A reviravolta veio após a AGU, a pedido da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), solicitar a retirada de conteúdos. Hilton alegava que eram “sem contexto”, podendo comprometer o PL 896/2023.

A Pressão da Opinião Pública

A medida gerou intensa repercussão negativa, especialmente entre jornalistas. A voz de Madeleine Lacsko, uma das notificadas, foi incisiva. Ela criticou duramente, chamando a ação inicial de “excrescência autoritária“.

Após o recuo, Madeleine Lacsko exigiu retratação pública das autoridades envolvidas. Ela defendeu que a sociedade precisa de transparência, e que tentativas de silenciar a imprensa são inaceitáveis.

A Explicação da AGU

A AGU justificou o pedido inicial como combate à desinformação sobre o PL 896/2023. Alegavam que publicações misturavam trechos dele com outro projeto, o PL 4.224/2024, gerando confusão.

O advogado-geral em exercício, Flavio Roman, reforçou que a AGU defende os Poderes Públicos e as liberdades constitucionais. A liberdade de expressão e de imprensa são pilares inegociáveis. A vigilância é constante.

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