URGENTE: Justiça manda prender ex-senador
A Justiça novamente surpreende e um ex-senador condenado por crimes hediondos pode esta…
A Justiça acaba de expedir um novo mandado de prisão contra o ex-senador Manoel Alencar Neto. Condenado em 2017 por abusar sexualmente de duas crianças, de 6 e 9 anos, filhas de um caseiro, o caso choca novamente. A impunidade, muitas vezes, parece ser a regra, mas desta vez a ordem é clara: ele precisa acertar as contas com a lei.
Alencar foi detido em 23 de janeiro de 2016, na Operação Confiar, da Polícia Federal. A prova veio do pai das vítimas, que, desconfiado, usou um celular para gravar os crimes, expondo a crueldade. As imagens foram cruciais para desmascarar o político, que abusava das meninas entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016.
Manoel Alencar chegou a negar as acusações, alegando ser vítima de uma armadilha. Com uma justificativa inacreditável, tentou distorcer a realidade, culpando as próprias crianças e a “montagem” das imagens. É revoltante ver a inversão de valores.
“Aquelas crianças estavam torpedeando, pisando, passando a mão em mim, me agarrando. E eu extremamente desacordado, não vi absolutamente nada. As imagens foram montadas. As crianças foram induzidas fazendo um verdadeiro malabarismo, foram conduzidas como atrizes para me induzir àquelas cenas.”
Em 2017, Alencar foi condenado a 27 anos e nove meses de prisão. Sua prisão preventiva foi decretada, e ele foi levado à Casa de Prisão Provisória de Guaraí. Contudo, em agosto do mesmo ano, o ex-senador foi solto após um pedido aceito pelo desembargador José Moura Filho, do Tribunal de Justiça do Tocantins.
Agora, a defesa do ex-senador alega surpresa com a nova decisão, citando a idade avançada de Manoel Alencar (76 anos) e seu estado de saúde “delicado”. Argumentos que, para muitos, soam como mais uma tentativa de usar o sistema a seu favor, enquanto as vítimas seguem em busca de justiça plena.
Essa saga judicial levanta questionamentos sobre a fragilidade da justiça diante de poderosos. Quantas vezes o “sistema” parece falhar, protegendo quem deveria ser punido? É essencial que a sociedade fique atenta, cobrando rigor e transparência para que a lei seja igual para todos, sem privilégios.