POLÍTICA

Fux promove uma verdadeira reviravolta em casos do 8 de janeiro

Jorge Meirelles
Jorge Meirelles 12 de abril de 2026
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Fux promove uma verdadeira reviravolta em casos do 8 de janeiro
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A reviravolta no STF pode mudar o destino de muitos envolv…

Ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, surpreendeu ao mudar radicalmente seu voto. Ele agora se posiciona pela reversão das condenações de dez réus dos lamentáveis atos de 8 de janeiro de 2023. Uma decisão que pode reescrever a história de muitos, finalmente trazendo um sopro de justiça individual.

O julgamento, que acontece no plenário virtual do STF, tem prazo para ser concluído até a próxima sexta-feira, dia 17. Nesse formato, os ministros inserem seus votos eletronicamente, sem a necessidade de sessões presenciais. Um processo que muitos questionam por sua falta de transparência e debate público.

Em sete dos processos, Fux foi ainda mais longe, defendendo a absolvição completa de Anilton da Silva Santos, Marisa Fernandes Cardoso, Edimar Macedo e Silva, Marciano Avelino Borges, Arioldo Rodrigues Junior, Romeu Alves da Silva e Jair Roberto Cenedesi. Acusados de incitação e associação criminosa, sofriam penas pesadas por estarem apenas acampados.

Já em outros três casos, o ministro Luiz Fux adotou uma linha *intermediária*, propondo condenações parciais. Os recursos analisados nesse grupo pertencem a Citer Motta Costa, Gabriel Corgosinho Nogueira e Erivaldo Macedo. Um sinal de que a justiça busca *nuances* em vez de generalizações apressadas.

Essa guinada de Fux é uma clara divergência do relator, ministro Alexandre de Moraes, que consistentemente votou pela rejeição dos recursos. É um raro momento de *confronto* aberto dentro da Corte, onde a unanimidade muitas vezes prevalece, sufocando o debate.

Ao justificar sua corajosa nova posição, o ministro Fux fez uma declaração contundente:

“Meu entendimento anterior, embora amparado pela lógica da urgência, incorreu em injustiças que o tempo e a consciência já não me permitem sustentar”.

Uma admissão que ecoa a busca por uma justiça mais equilibrada e menos ideológica.

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