Anvisa determina suspensão imediata de produto que está nas prateleiras de todo o país
Mais um produto clandestino engana o consumidor e a fiscaliza…
A Anvisa finalmente agiu! Determinou a suspensão imediata do azeite Afonso em todo o país. A decisão, publicada no Diário Oficial, revela graves inconsistências na procedência do produto e na empresa importadora. É um alerta sobre a qualidade do que chega à sua mesa, um perigo oculto.
A medida é drástica e abrange tudo: paralisação completa da comercialização, distribuição, fabricação, importação, divulgação e até o consumo. O alvo é o produto rotulado como “azeite de oliva virgem extra – Afonso“. A segurança do brasileiro está em risco com produtos assim sem controle.
O problema é na raiz: a origem do azeite Afonso simplesmente não pôde ser comprovada. Pior, a importadora, a Cotinga Ltda., está com o CNPJ em situação irregular junto à Receita Federal desde agosto de 2024. Uma bagunça administrativa que clama por mais rigor.
Durante uma inspeção da Vigilância Sanitária de Curitiba, descobriram que a Cotinga Ltda. nem opera mais no endereço registrado. Isso dificulta qualquer rastreamento ou verificação. Uma falha grave que mostra como alguns tentam burlar o sistema e enganar o consumidor brasileiro.
E as evidências não param por aí! Análises laboratoriais confirmaram as piores suspeitas. Testes demonstraram que o produto Afonso não atendeu aos parâmetros exigidos para o índice de refração, um critério essencial de qualidade. Mais uma prova de que a composição era, no mínimo, duvidosa.
É inaceitável que produtos de origem tão questionável cheguem às prateleiras. A Anvisa precisa ser mais rigorosa, e o consumidor, mais vigilante. Não podemos permitir que a irresponsabilidade de alguns coloque a saúde de todos em jogo, minando a confiança no que compramos.