Fachin surpreende, atrapalha os planos de Moraes, e vira o termômetro do poder da banda podre do STF
STF: A teia de interesses que pode barrar a verdade está se desenrola…
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, adia a pauta de uma ação do PT que visa dificultar delações premiadas. A decisão, que impede o tema de ser votado em abril ou maio, levanta sérias questões sobre os bastidores da Corte, especialmente após o ministro Alexandre de Moraes ressuscitar o caso.
A ação foi reativada por Alexandre de Moraes justamente quando Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, negociava uma delação explosiva. O escândalo se aprofunda: o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, recebeu R$ 80,2 milhões do Master entre 2024 e 2025.
Investigadores já classificam a situação de Moraes com o Banco Master como pior que a de Dias Toffoli, outro potencial delatado. A ação do PT, sob relatoria de Alexandre de Moraes e parada desde 2021, foi por ele liberada. Contudo, a pauta final está nas mãos de Fachin.
O jurista André Marsiglia trouxe uma análise contundente sobre a manobra do ministro Fachin. Ele aponta que a decisão de pautar a ação do PT agora ou depois terá um impacto direto e nefasto na possível delação de Daniel Vorcaro, do Banco Master.
> “Se Fachin pautar agora, o julgamento servirá para ‘melar’ a delação de Vorcaro, antes de ser feita. Se pautar depois, servirá para anular a delação, adiante.”
Para Marsiglia, a atitude de Fachin será o termômetro do que a “banda podre” do STF realmente quer e do poder que detém. Se ele não faz parte dela, jamais pautará essa ação. A transparência é a última esperança que nos resta.