Vaza informação de dentro do Planalto e expõe desespero com o avanço do caso Master às vésperas da eleição
O cerco ao governo Lula se aperta com o caso Banco Master, e a estratégia para conter o estrago político já está em desmorona…
O escândalo do Banco Master fez o governo Lula correr para uma desesperada estratégia de contenção de danos. Nos bastidores, a ordem é clara: alinhar discursos e, custe o que custar, blindar a imagem do petista, afastando-o dos nomes envolvidos no vexame. A prioridade é reduzir o impacto político e eleitoral que já se faz sentir.
Mesmo com a avaliação interna de um desgaste inevitável, aliados insistem que a crise não tem origem direta no atual governo. Contudo, a urgência é preservar Lula no curto prazo. A esperança agora reside na delação de Daniel Vorcaro, que pode mudar o rumo da narrativa, quem sabe, para longe do Palácio.
No Planalto, a expectativa é que o avanço da delação de Vorcaro consiga desviar o foco das investigações para a oposição e partidos do Centrão. Repasses do banco a diversos agentes políticos dão fôlego a essa tese, alimentando a crença de que outros cairão para salvar o governo petista do desgaste.
A estratégia inclui, pasmem, um esforço para reduzir a associação entre Lula e figuras como o ministro Alexandre de Moraes. Internamente, avalia-se que essa proximidade amplifica o desgaste, especialmente após a atuação conjunta em julgamentos polêmicos sobre a suposta trama golpista e os atos de 8 de janeiro.
Parte dessa manobra já apareceu nas declarações recentes do próprio Lula. Ele teria orientado Moraes a se declarar impedido em certas situações, além de, em tom crítico, alfinetar o enriquecimento de integrantes do Supremo Tribunal Federal. Uma tentativa clara de mostrar distanciamento e “independência”.
O discurso alinhado, porém, teve um tropeço na CPI do Crime Organizado. Gabriel Galípolo causou incômodo ao poupar Roberto Campos Neto de críticas. A intenção era atribuir responsabilidades à gestão anterior de Bolsonaro, mas o tiro saiu pela culatra. Resta saber até quando o “sistema” permitirá que a verdade venha à tona.